Com este investimento, o Grupo DST, que também opera no mercado das telecomunicações, vai potenciar a criação de 3300 empregos directos e cobrir com esta tecnologia mais de 50% da população destas regiões.
Em ambos os concursos a empresa teve como parceiro para retalho a Optimus. Enquanto a DST/DSTELECOM se propunha manter o seu papel de “operador de operadores”, com a sua actividade concentrada na construção, operação e manutenção de RNG, a Optimus ficaria responsável por assegurar todos os aspectos relacionados com a prestação de serviços aos seus clientes.
No Norte, a DST/DSTELECOM obteve 73,01 pontos enquanto a Paínhas recebeu 70,01 pontos. Também no Sul a diferença entre os dois concorrentes rondou os 3 pontos, o que ilustra a dinâmica e a competitividade das propostas apresentadas: a DST/DSTELECOM classificou-se com 65,69 pontos e a Viatel obteve 62,19 pontos.
Com estes projectos, o Grupo DST consolida a sua presença no sector das telecomunicações como operador de operadores, com uma rede aberta a todos, “demonstrando o seu empenho e determinação na criação das condições necessárias para a rápida expansão do acesso a serviços suportados por esta tecnologia”, indica a empresa em comunicado.
“Hoje é um dia especial para Portugal e para os portugueses das zonas periféricas, pois o governo decidiu dar passos larguíssimos e de vanguarda na democratização do acesso à comunicação de ponta, vencendo quaisquer assimetrias”, referiu José Teixeira, CEO do Grupo DST.
A DSTELECOM já está a ultimar os projectos de implementação dos cerca de oito mil quilómetros de RNG, que deverão começar a ser construídos dentro de poucos meses e estarão concluídos no prazo máximo de dois anos.
Após este importante passo, a empresa vai continuar a seguir a mesma estratégia, mantendo uma postura low profile e desenvolvendo esforços no sentido de continuar a merecer a confiança dos outros operadores de telecomunicações.
“No nosso entender, não faz sentido todos os operadores construírem uma infra-estrutura física onde corram apenas os seus serviços, pois o elevado custo de construção seria transposto para a sua oferta, penalizando o consumidor final”, salienta o mesmo responsável.
Recorde-se que, em 2008, o Grupo DST investiu 20 milhões de euros na criação da DSTELECOM para entrar no mercado das telecomunicações através do desenvolvimento de um modelo de redes abertas a todos os operadores.
No ano passado, a empresa assinou um protocolo com o Estado português, assumindo o investimento de centenas de milhões de euros na construção de RNG. Com a assinatura deste protocolo, a DSTELECOM passou a integrar o lote de operadores (Portugal Telecom, Zon, Sonaecom e Oni Communications) que se comprometem, em parceria com o Estado, a investir na implementação das RNG.
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