Existem hoje duas variantes conhecidas do TwitterNET Builder. A primeira utiliza comandos maliciosos com nomes estáticos. A segunda variante, detectada pela Kaspersky Lab, permite mudar os nomes de comando, o que faz com que seja mais difícil identificar as contas do Twitter que estão a ser usadas para controlar as botnets.
Basta apenas um par de cliques para criar um código malicioso capaz de converter computadores infectados em máquinas zombies, que, quando se juntam, formam uma botnet. As botnets são controladas através de uma conta criada no serviço de microblogging Twitter. Este tipo de botnets é usado para levar a cabo práticas habituais entre os ciber-delinquentes, como distribuir spam, dirigir ataques DDoS, etc.
“O roubo de credenciais e a publicação de links maliciosos no Twitter aumentou consideravelmente desde meados de Março, e todos os dias vemos mais e mais projectos desenhados para fazer dinheiro com estes dados”, explica Costin Riau, director da equipa de investigação e análise da Kaspersky Lab.
Os fóruns de hackers russos estão a fazer negócio com as contas comprometidas do Twitter. Cerca de mil contas comprometidas estão a ser oferecidas no mercado por um preço aproximado de 100 a 200 dólares.
As contas são comprometidas utilizando dois métodos: trojans que roubam as credenciais do Twitter directamente do utilizador e esquemas de phishing que utilizam falsos pedidos de autorização em sites falsos que imitam a página original. Assim que os ciber-criminosos têm acesso a uma conta, podem dar início a um mailing malicioso, que parece vir do legítimo dono da conta, ou simplesmente podem vender a conta a terceiros para propósitos similares.
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