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Negócios
Resultados Q2 da Microsoft
Windows 7 mostra o que vale
A Microsoft apresentou ontem os resultados do seu segundo trimestre fiscal, segundo os quais registou uma subida de 60% no lucro. O óptimo resultado, explicam, deveu-se ao novo sistema operativo Windows 7 que, sozinho, foi responsável por 16% do volume de negócio.
29-01-2010
A Microsoft surpreendeu positivamente os mercados financeiros ao anunciar resultados acima dos esperados pelos analistas para o Q2. De acordo com os números avançados, a companhia de Redmond conseguiu subir as receitas em 14%, para 19,02 mil milhões de dólares.
Peter Klein, Chief Financial Officer da Microsoft, disse, durante uma teleconferência com analistas, que os resultados da empresa foram "impulsionados em grande parte pela forte procura do Windows 7". No entanto advertiu que os investimentos no sector empresarial ainda têm de melhorar.
A Microsoft avançou também que a receita de sua divisão que inclui o sistema operativo Windows subiu de 4 mil milhões de dólares para 6,9 mil milhões de dólares, com base na comparação entre períodos homólogos, subida provocada pela venda de 60 milhões de licenças para o Windows 7 até o final de dezembro.
Por outro lado, a receita na divisão de negócios que inclui o Microsoft Office, caiu de 4,9 mil milhões de dólares para 4,7 mil milhões.
As receitas do Q2 incluem 1,7 mil milhões de dólares do programa pré-venda do Windows 7 que foram contabilisticamente diferidos do Q1.
Klein esclareceu, durante a teleconferência, que não tem "visto um crescimento no investimento do mercado empresarial ", acrescentando que espera que esta situação se prolongue pelo menos ao longo deste primeiro trimestre.
A Microsoft investiu forte no negócio do online para ganhar quota de mercado à Google e à Yahoo, e em Dezembro detinha 10,7% do mercado, basicamente à custa de Yahoo, dado que a Google manteve a sua quota praticamente inalterada.
Este lucro da Microsoft não se deveu apenas as subidas de receitas do Windows, mas também a uma política agressiva de cortes nos custos, nomeadamente em pessoal, tendo hoje o gigante norte-americano menos 8% de empregados que no inicio de 2009.
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